Feedback é uma das ferramentas mais poderosas da gestão moderna e, ao mesmo tempo, uma das mais mal utilizadas. Ou vira silêncio, ou vira ataque. Ou não acontece, ou acontece de forma destrutiva.
Uma cultura de feedback saudável não é feita de conversas difíceis isoladas. Ela é feita de pequenas conversas constantes. Ajustes contínuos, alinhamentos frequentes, conversas honestas e naturais no fluxo do trabalho.
Quando o feedback vira evento, ele assusta. Quando vira rotina, ele educa.
Kim Scott fala disso ao propor o conceito de “radical candor”, que na prática significa se importar de verdade com as pessoas e, ao mesmo tempo, ser claro sobre expectativas e comportamentos. Cuidar sem esconder. Falar sem ferir.
Feedback bom não é sobre personalidade, é sobre comportamento. Não é sobre quem a pessoa é, é sobre o que ela faz. Não é julgamento, é orientação.
Outro ponto essencial é a via de mão dupla. Cultura de feedback não é só líder falando. É time falando, é escuta ativa, é espaço real para discordância. Sem isso, vira apenas controle disfarçado de diálogo.
Ambientes transparentes não são os que não têm conflito. São os que sabem lidar com conflito sem quebrar relações. Onde discordar não significa se expor. Onde falar não significa se punir.
Criar essa cultura exige exemplo. Liderança que pede feedback, recebe feedback e muda comportamento constrói confiança. Liderança que pede feedback e não muda nada constrói cinismo.
Feedback não é ferramenta de correção, é ferramenta de evolução. Quando bem feito, fortalece vínculos, melhora performance e constrói maturidade coletiva.
Crescimento real só acontece onde existe verdade, respeito e diálogo contínuo.
