Projetos raramente quebram de uma vez. Eles se deterioram aos poucos. Primeiro surgem pequenos ruídos, depois desconfortos, depois conflitos e, quando se percebe, o problema já virou estrutural.
Um dos sinais mais claros é a perda de clareza. Quando o time já não sabe mais exatamente qual é o objetivo do projeto, o que é prioridade e o que é acessório, algo está errado. Reuniões começam a girar em torno de tarefas e não de resultados. A conversa deixa de ser sobre impacto e passa a ser sobre entrega mecânica.
Outro alerta é a sobrecarga constante. Times sempre em modo emergência não estão performando bem, estão sobrevivendo. Burnout, retrabalho, pressa permanente e sensação de urgência contínua são sintomas de má gestão de fluxo, não de produtividade.
Comunicação truncada também é um sinal clássico. Alinhamentos longos, ruídos frequentes, decisões mal compreendidas e conflitos velados indicam falhas de governança e liderança. Projetos saudáveis têm discordâncias, mas têm clareza de decisão.
O descolamento do usuário é outro indicador crítico. Quando o time passa a decidir mais por opinião interna do que por dados, pesquisa e feedback real, o produto começa a perder conexão com quem realmente importa.
Reajustar exige coragem. Coragem para parar, olhar para o processo e reconhecer erros. Exige revisitar objetivos, reordenar prioridades, redefinir escopo e, muitas vezes, mudar acordos feitos no início do projeto.
Replanejar não é fracasso, é maturidade. Ajustar a rota é sinal de liderança, não de incompetência. O erro não está em errar, está em insistir no erro por orgulho, pressão ou medo.
Alguém que não lembro disse uma vez que “não se gerencia o que não se mede. Não se melhora o que não se gerencia.” Fato!!! Projetos saudáveis são construídos com observação, escuta e capacidade real de mudança.
