UX Research não é responsabilidade exclusiva de pesquisadores. É uma competência organizacional. Quanto mais distante a equipe está do usuário, piores são as decisões. Quanto mais próxima, melhores são os produtos.
O maior erro é tratar a pesquisa como uma etapa do processo, e não como uma mentalidade contínua. Pesquisa não é algo que acontece antes do projeto começar. É algo que acompanha o projeto durante toda a sua vida.
Toda equipe deveria entender, minimamente, quem são seus usuários, quais problemas enfrentam, como tomam decisões e o que realmente valorizam. Sem isso, o produto vira exercício de suposição.
Erika Hall fala que pesquisa é, essencialmente, redução de risco. Quanto mais você entende o usuário, menos aposta você faz. Menos achismo, mais evidência. Menos opinião, mais realidade.
UX Research não precisa ser complexo para ser valioso. Conversas estruturadas, testes rápidos, observação de uso, análise de comportamento e feedback contínuo já transformam completamente a qualidade das decisões.
Quando apenas uma pessoa pesquisa, o conhecimento fica concentrado. Quando o time participa da pesquisa, o entendimento se distribui. Isso muda a cultura.
Desenvolvedores passam a codar com mais consciência. Designers passam a projetar com mais empatia. Gestores passam a priorizar com mais critério. O produto passa a ter mais sentido.
Pesquisa não é custo, é investimento em clareza. Não é atraso, é prevenção de erro. Não é burocracia, é inteligência aplicada. Produto bom nasce de entendimento real. E o entendimento real nasce da proximidade com quem usa.
